Para desentender as mulheres.

Para desentender as mulheres é preciso acordar cedo alguma vez na vida. É preciso passar uma noite inteira em claro e roer todas as unhas de uma única vez por nervosismo. É saber que ela não vai ligar, mas vai ligar assim que você desistir. É preciso abraçar um garçom, uma punhada de amigos e umas trocentas garrafas de algum destilado fatal. Para desentender as mulheres é preciso ter passado algumas horas com Neruda, Pessoa e Moraes. É preciso de tudo, ser atento ao seu amor. É extremamente preciso acordar atrasado e ter uma vasta gama de desculpas para convencer qualquer juiz a não decretar sentença de morte.

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Eu te amo.

Quantas vezes eu vou ter que te redescobrir assim? Não importa quantas vezes você pinte o cabelo de verde, amarelo, azul, roxo, vermelho… Você ainda vai ter o mesmo gosto agridoce de quem combina com o sal da pele com o doce do brilho labial. Nenhuma mudança tira isso de você. A cama é nosso habitat natural. É onde a gente deixa de ser humano e volta a ser uma espécie em extinção: os apaixonados. É aqui onde você deixa todas as suas manias de bom comportamento e a ética que os seus pais te ensinaram para fora. Fecha a porta bem na cara delas e cai em cima de mim do jeito que tem que ser. Como animais, a gente experimenta aquela coisa de morder, chupar, lamber e sentir tudo no último grau de intensidade. Aqui a gente não precisa ter pudor, morena.

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10 sinais de que ele não está tão afim de você.

De tempos pra cá, eu ando recebendo alguns e-mails e pedidos de opinião sobre situações gerais que acontecem em relacionamentos.

Esse post, então, marca a estréia de uma nova categoria/coluna/série (como queiram chamar) aqui no blog. “E agora?” vai ser uma visão mais objetiva sobre determinado problema ou situação recorrente. Lembrando que eu não sou psicólogo e muito menos dono da verdade, a coluna vai expressar minhas opiniões sobre algum assunto.

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Uma Odisséia (Sentimental) no Espaço.

Hoje eu acordei diferente dos outros dias. Foi como se um novo big bang tivesse acontecido. Dessa vez, a formação do meu mundo excluiu todas as partes ruins de um passado não tão agradável assim. E exclui também toda a esperança de um futuro melhor. Exclui até mesmo o presente de indecisão que eu sempre vivi. Exclui tudo. Um dia a gente acorda sentindo nada. Sem dor, sem raiva, sem paixão. Zero emoções.

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Separação.

Família é algo complicado demais. Acho que aprendi isso na época que papai e mamãe tiveram o seu primeiro grande desentendimento e ameaçaram se separar. É devastador uma sala de estar que só emite o som da televisão. Pior ainda é uma mesa de almoço, jantar e mágoas que vive cheia do nhoc nhoc dos nossos dentes que não deixam escapar uma única palavra. Era evidente que as coisas estavam desmoronando e eu, com menos de duas décadas de idade, não tinha a menor ideia do que isso significava.

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Estações (Ou como Paris é mais bonita na chuva).

A gente mudou tanto, garota.

Nós éramos jovens e tínhamos o mundo em nossas mãos. E brincava com ele como se fosse uma dessas bolas de ar que a gente enche e deixa esvaziar pra ficar rindo do movimento da bexiga flutuando. Como era bom ter as coisas em seu lugar. E a gente teve que escolher entre continuar dormindo junto ou ir viver a vida que a gente sempre quis. A gente concordou no início que, quando as coisas mudassem demais, cada um iria pro seu lado. Eu pararia num café e acenderia o meu cigarro. Você, provavelmente, iria pra alguma boutique francesa provar desses sobretudos que te deixam linda em dias de chuva. Tudo é mais bonito na chuva, lembra?

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Louca e desvairada.

Dessa vez não tem “meu bem”, “meu amor”, “meu anjo” ou nenhuma dessas expressões de ternura que eu sempre usei com você. É mais um daqueles meus desabafos de quem está cansada de esperar e ouvir promessas vazias (ou até algumas cumpridas). Na verdade, não é bem cansaço, é constatação. Sei lá, chega uma hora que a gente tem que tomar umas decisões e jogar fora ou invalidar velhas escolhas. Dessa vez a minha escolha recai sobre você.

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Promoção “Um Dia”


O Entre Todas as Coisas acaba de completar o seu post de número 100 e, pra comemorar, eu resolvi presentear meus queridos leitores com um livro que fala exatamente sobre o que eu mais trato aqui: relacionamentos. Por isso, o Entre Todas as Coisas vai fechar parceria com o Literalmente Falando para dar a você esse presente.

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Sobre erros, recaídas e o dilema entre voltar ou não.

Todo mundo sabe que relacionamentos que se prezem têm sogras, paixões não correspondidas e ex-namoradas como elementos necessários para compor a trama. E nesse cenário em que tudo pode acontecer, uma das coisas que mais se fala é o relacionamento com ex. Existe vida após o término?

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Quando ela se olhou no meu espelho.

Ela se acha feia enquanto se olha da cabeça aos pés com o maior olhar de reprovação que já se viu no mundo. Ah, se ela soubesse que quando aparece na minha frente é como se ligassem um holofote e apagassem todas as outras luzes do mundo. Ela tem aquilo que toda mulher tem antes de sair de casa: insegurança pré-encontro. Diz que não tem roupa nenhuma pra usar, se joga na cama bufando pelos cantos e se irrita a ponto de chorar por se sentir gorda e descabelada. Se ela soubesse que top model nenhuma tem as curvas perfeitas dela que se adaptam às minhas mãos no momento em que as cócegas a fazem sorrir de felicidade…

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