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priscila nicolielo


[Você pode ler este texto ao som de Dead Again] Hoje, por exemplo, eu sonhei com você de novo, mas dei descarga. Levantei da cama e você espiava pela janela, fechei a cortina na sua cara. Aí fui escovar os dentes e você pula do tubo da pasta, que saco, tive que te cuspir pro …

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[Você pode ler este texto ao som de Amor de Antigos] A gente é tipo onda e areia, né? Se afasta e se reencontra como se desconhecesse outra ação. Tem dias que nossa distância parecem meses e quando a gente volta foram apenas minutos de descanso um do outro. E então a gente se senta …

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Um suspiro. Não sei do quê. Sei que foi comprido. E alto. E cheio de alguma coisa que não é ar. Juro que tinha ambulância preenchendo a noite. Um clichê, quando paramos para prestar atenção na cidade. Mas tinha uma ambulância. Alguns cachorros latindo. Carros passando na avenida e aquela moto se esguelando como faz …

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[Você pode ler este texto ao som de Coffee and TV] Eu quis alguém pra estender uma canga na grama e olhar estrelas, como nos filmes que se criam na minha cabeça. E, como nos filmes, dançar sem música, porque a batida de dois corações bem próximos já é canção. Eu quis alguém pra gastar …

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[Você pode ler este texto ao som de Head Over Feet] Sempre deixei o amor me morder. Mesmo que efêmero. Mesmo que improvável. Mesmo que mínimo. Desarmava qualquer mudez do outro para atingi-lo. Não era de espera, de estratégia, de calma. Eu era de amar demais. O medo empurra o amor pra longe. É um …

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[Você pode ler este texto ao som de Céu – Retrovisor] Ele prefere Doors e fone de ouvido. Ele prefere sair de domingo. Ele fala sobre estradas e bares aos quais não quero mais pertencer. Ele escreve sobre a escolha de amanhecer ao meu lado; e se levanta sem me dar bom dia, beijo e …

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[Você pode ler este texto ao som de Vira-Lata] Minha amiga, ele não gosta de você. Gosta da cama, do colo, das marcas que deixa. De como a pele cora, o sexo molha, a unha arranha. Da respiração ofegante, do gosto das noites. É louco pelo perfume que você exala de madrugadas, quando a razão …

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[audio http://dl.dropbox.com/u/104739227/Retrovisor.mp3 |titles=””Retrovisor – Céu”] De um menu, escolho sempre a mesma entrada: esgotar brechas solitárias de uma página a mim confeitada. Um tempero que não abandono: me untar até o último grão de tudo. Garfo palavras, antes de esfriarem. Amasso frases, para que se encaixem no cantinho inferior do papel. Um prato-feito-escrito escorrendo da minha …

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se um poema ainda não nasceu é porque está indiferente. e jura: não achou que fosse possível. justo ela que aproveita-se do choro atrevido, que explode em uma calçada no caminho de volta para casa, para desabafar a pedaços de papel. ela que gosta da condição de não pertencer a nada e nada ter que …

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