Tudo que nunca te contaram sobre o que acontece numa casa de swing


A primeira vez que ele a convidou, sua reação foi de indignação.

“E eu lá sou gente de frequentar casa de swing?!” foi o que ela disse.

Mas o caso é que ela própria não sabia o que seria a tal “gente” que freqüenta swing. E desde então a dúvida se instalou em sua cabeça e curiosa como ela era, em poucos dias estava sendo devorada pela necessidade de saber como era um lugar desses.

Ele não a convidaria uma segunda vez, não depois da cara de horror que ela fez. Ela é quem teria que refazer o convite. E foi assim, com a maior cara-de-pau possível, que num sábado a tarde ela mandou: vamos no tal do swing?

Foi a vez dele ficar espantado, mas achou melhor disfarçar. Vai que ela muda de ideia! Vamos, claro! Deixa só eu colocar um tênis!

Foram no estilo cego-em-tiroteio. Jogaram no Google “casa de swing”. O mais próximo que apareceu, falaram: é esse mesmo! [aliás, um grande erro de swingueiros amadores].

Chegaram lá por volta das 21h. O segurança veio cheio de simpatia. Boa noite, sejam bem-vindos, deixa eu pegar seu casaco. Dava a impressão que estavam entrando em um desses clubes restritos para sócios. O que não deixava de ser meia verdade.

Quando entraram bateu um misto de vergonha e decepção. Parecia uma pista de balada+bar. [Ou como eu prefiro chamar, barlada]. Meia luz, mesas espalhadas, pista de dança, um palco e um bar. E um longo e misterioso corredor que estava com as luzes apagadas. O que haveria para aqueles lados? A vergonha veio do fato de que o lugar estava vazio, fora por dois ou três casais, cada um isolado na sua mesa, tomando uma cerveja e conversando aos sussurros.

Sentaram em uma mesa e pediram uma cerveja. Se olharam com aquela vontade louca de dar uma gargalhada, mas tinham que manter a pose diante dos outros casais. O que iriam pensar deles? Que eram meros iniciantes? Aventureiros pelo obscuro universo do swing?

Tomaram a cerveja praticamente de um gole só. Então de repente o clima começou a mudar [altamente provável que essa mudança tenha uma ligação direta com o álcool se espalhando pelos seus corpos]. A música ficou animada, as pessoas começaram a dançar [de onde surgiu tanta gente, mesmo?] e de repente começou a rolar o maior entre e sai daquele corredor misterioso.

“Vamos lá dar uma olhada?” ele propôs.

“Claro. Já que já estamos aqui, por que não?”.

Foram de mãos dadas, ainda meio receosos, achando que a qualquer momento outro casal poderia pular na frente deles e gritar: queremos vocês! Cada um ia ser arrastado pra um lado e nunca mais se veriam de novo. Bobinhos. Por que eles acham que pagaram tão caro e tem tanto segurança espalhado pela casa?

Ao longo do corredor viram umas salinhas bem pequenas. Muitas de porta fechada, outras vazias e umas poucas fechadas, mas com uma cortina aberta. Lá dentro casais ou trio faziam sexo para todo mundo ver. Ou como os entendidos chamam, praticavam exibicionismo.

No fim do corredor havia uma sala maior e mais escura. Lá dentro rolava a maior pegação. Casais, trios, grupos, orgia, suruba. Tinha de tudo. Eles ficaram ali no meio olhando, mas de repente a vergonha, o choque e o medo tinham sumido.

Era sexo. Só sexo.

“E ai, quer transar aqui mesmo?” ele perguntou.

“Bom, já que já estamos aqui, por que não?” ela deu de ombros.

E transaram.

Fim.

Gostou mas ficou morrendo de vontade de saber mais sobre uma casa de swing? Então vem ver esse vídeo Kama Sussa pra matar sua curiosidade!

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