Infelizmente é isso que acontece quando duas pessoas se envolvem. Duas pessoas profundamente imperfeitas e sentimentais, repletas de necessidades, manias e traumas. Recheadas de vontades, sonhos e expectativas, essas coisas que apenas comprovam nossa humanidade. O amor pro ser humano é um jogo de azar, é uma aposta que fazemos de olhos fechados. Ao invés de fichas, entregamos nossos dias. E ao invés de dinheiro, o prêmio é receber os dias de outra pessoa também.

Da nossa imperfeição e humanidade que vem a imprevisibilidade, sabe? E essa coisa de ser imprevisível torna tudo incrível. Somos imprevisíveis até mesmo pra tristeza. Sabe aqueles momentos em que do nada ficamos felizes e com vontade de mudar nossa vida inteirinha? A tristeza não prevê isso. São esses os momentos em que a gente precisa se agarrar quando as coisas desandam. Trens que saem do trilho são livres para irem onde quiserem.

Mas o amor não vale a pena? Claro que vale! Se não fosse o amor pra tirar a gente dos trilhos, quem iria tirar? A gente precisa entender que o amor dói e que tá tudo bem com isso. O relacionamento perfeito não é legal. A gente briga, discute, compra presente do tamanho errado, enfrenta fila juntos, viaja, experimenta pratos ruins e sobremesas boas. O relacionamento perfeito é imperfeito, igualzinho nós dois.

Amor pra mim nunca foi árvore, sempre foi fruto. Alguns são doces demais, outros apodrecem e a maioria tem sementes que não vingam. O mais importante e nunca parar de procurar aquele cujas sementes você plantará na frente de casa pra nunca mais perder de vista. E das sementes virão frutos pra vida inteira.

E moça, saiba que você é a semente que alguém procura.