[Você pode ler esse texto ao som de The Only One]

Ele é Tristão, ela é Julieta. Ele é o último romântico, ela sempre achou romances longos demais. Ele é Chopin, ela é Distillers. Ele decora sonetos de Vinicius, ela é o gingado da Garota de Ipanema. Ele é Bohemia, ela é um Bordeaux 1925.

Ele é plano, ela é acaso. Ele é esperança, ela é certeza. Ele é pena, ela é palco. Ele chega antes da hora, ela ainda está no banho. Ele é antigo, ela é de ontem. Ele aprende, ela já sabe. Ele é canoa, ela é tempestade.

Ele é métrica, ela é desordem. Ele é casaco, ela é fogo. Ele é comédia romântica, ela é Tarantino. Ele é Jon Snow, ela é Ygritte. Ele é data, ela é surpresa. Ele é visão, ela é respiro. Ele é Louis, ela é Lestat. Ele é amor, ela é amar.

Ele é calma, ela é despertador. Ele é óculos, ela é foco. Ele é horário comercial, ela deita às 4am. Ele é Pierrot, ela é o próprio Carnaval. Ele é oração, ela é pecado. Ele é dúvida, ela é tatuagem. Ele é poeta, ela é poesia. Ele é Romeu, ela é Isolda.

Ele é de um mundo, ela de outro. Normalmente não se esbarrariam, no entanto, de tempos em tempos mundos colidem, se chocam se vertem numa supernova. E talvez seja daí, da explosão de dois mundos que nasce o amor porque ao lado dela, ele é feliz. Ela também.