Eu sempre fui decidida, resolvidíssima, também tenho minhas fraquezas e fragilidades. Quando te conheci, percebi que era hora de me entregar e arriscar. Me joguei sem medo, mostrei meus melhores e piores lados, minhas forças e fragilidades.

Revelei meus segredos, medos e meu jeito de enfrentá-los. Aceitei seus conselhos e cuidados. E foi bom, pois evolui, aprendi mais sobre mim, sobre quem sou, como me sinto. Só que agora quero te dizer algo, te dar um conselho em troca de tantos que você me deu: eu não quero ser protegida, só quero me sentir segura.

Não quero que você me impeça de arriscar, quero que me deixe confortável com os riscos e como superá-lo. Eu não quero que você me defenda de tudo e todos, quero que me ensine como fazê-lo e que esteja lá caso eu precise de você.

Também não quero que evite que eu me frustre com as verdades da vida, do mundo e das pessoas. Quero que me ajude a lidar com as frustrações, aprenda a encará-las e a perceber que fazem parte da vida.

Eu sei que você faz isso por amor, mas preciso que me entenda e confie em mim. Eu não sou uma donzela esperando por um príncipe (verdade seja dita: mulher nenhuma é). O que eu quero, o que a gente quer, não é alguém que enfrente as coisas, mas alguém que nos ajude a passar por tudo isso por conta própria.