[+18] Cenas de uma noite de verão


(Nota mental: No ano novo, além da champagne que se leva para a praia, levar uma merda de camisinha no bolso).

Os fogos deste ano estavam bem mais bonitos que em outras passagens; talvez fora o fato de não ter caído a tal chuva prometida pelos telejornais. Na areia, todos de branco sem se preocupar com os editoriais de moda: Havia quem preferira os chinelos de marca popular; outros, sandália; mulheres de vestidos ou shorts; homens predominantemente de bermudas.

Eu já havia feito todo o ritual característico para que o ano que se iniciava fosse ótimo: pulei sete ondas, pedindo aquele blá-blá-blá típico, o PF dos desejos, joguei uma rosa e voltei de costas para a orla, tudo segurando uma garrafa de champagne que mal sabia pronunciar a marca e que já se fazia menos gelada na minha mão.

Àquela hora, quando já reunido novamente com a família, todos decidiram voltar para o apartamento; escolhi ficar por ali, sendo questionado se ficaria sozinho, ao que respondi balançando a garrafa. Era 0113h ainda. O lado da praia em que estava já se esvaziava, então, parti rumo ao outro lado quase sem rumo, afinal, ninguém me esperava lá, porém, era onde estavam todos e eu não estava – essa praia lembrava um pequeno pedaço do The Sims, com suas casas magníficas e pessoas que pareciam ter usado algum truque de dinheiro infinito, mas tudo meio francês, oui.

Caminhar pela orla tornou-se um enorme desafio com as inúmeras garrafas espalhadas pelo chão; iluminando o caminho com o celular, guiando-me pelas luzes e vozes cada vez mais altas, sabia que havia chegado: nada além do que um grupo de pessoas bêbadas, com a tensão sexual explodindo e sons que considerava de gosto duvidoso: perfeito. Tirei os chinelos, juntei-os e sentei sobre eles, quase que como se refletisse uma falsa solidão; bebia aos poucos aquela champagne quente que parecia mijo gaseificado já.

Não havia dado quinze minutos e duas garotas sentaram-se próximas – e eram maravilhosas. Se amor de verão não sobe serra, vergonha também não desce, há todo um descaramento natural depois dos fogos. “Que se foda”, filosofei. Aproximei-me desejando feliz ano novo e sorrindo, sendo correspondido identicamente. “Você é a…”, apontei para uma, que completou: “… Raisa”; apontei para a outra, que foi imediata: “Giovana”; apresentei-me também. Raisa, no entanto, hipnotizou-me… Era estonteante: os olhos castanhos maquiados meio à Winehouse, a boca extremamente bem desenhada, o nariz arrebitado, maças do rosto marcantes e duas pequenas covinhas que surgiam ao sorrir- e isso basta; o corpo era proporcional, com coxas definidas pelo que era possível ver até então, uma pele bem bronzeada, mas os peitos ganhavam destaque, eram grandes, e saltavam aos olhos graças ao decote do vestido que usava.

Mais alguns minutos de conversa, intensas trocas de olhares e eu tinha certa intuição que seria nela o primeiro beijo do ano; Giovana percebera o clima que surgiu ali, já que era inegável a empolgação com que falávamos, desde a faculdade que fizera até como Tarantino era um diretor ímpar – e não me pergunte como chegou nisso -, e logo tratou de inventar que vira algum conhecido. Não que ménage à trois fosse uma ideia ruim, mas estava bem confortável somente com Raisa – e a garrafa.

Tocávamo-nos de modo recíproco, toques sutis, apenas para causar sensações na pele e descompassar a respiração; toquei-a no rosto, aproximando-a de mim, e a beijei. Sugeri, então, que fossemos para uma parte em que pudéssemos ficar mais a vontade com nossas vontades, longe daquelas luzes e gritos, e ela concordou. Voltamos quase que perto de onde eu havia saído, ou seja: no mais completo escuro.

Sentados lado a lado, minha mão esquerda apoiava-se em sua nuca, alternando um carinho suave com leves puxões no cabelo que serviam para expor o pescoço, o qual eu dava chupões que eram repreendidos com um “não me deixe marcada”, enquanto a mão direita subia, por dentro do vestido, pela parte interna da coxa direita, sem qualquer interrupção; a mão direita dela apertava-me as costas, unhava-me, e a esquerda ia da barriga ao meu peito, indo abaixo do umbigo e parando ali, com os dedos já adentrando minha cueca. Meu pau, naturalmente colocado do lado esquerdo, não era tocado, mas pulsava como se estivesse sendo. Coincidentemente, numa das vezes em que ela fizera isso, parei minha mão em sua buceta, mas por fora da calcinha, já a sentindo bastante molhada, e comecei a passar o dedo do meio entre os lábios, apenas a pontinha. Isso fora o suficiente para fazer com que ela descesse a mão de vez em direção ao meu pau… Quanto mais eu a estimulava, mais ela me masturbava por dentro da cueca, e o toque do algodão na cabeça atiçava-me, fazendo com que eu desconcentrasse e perdesse o ritmo. Ainda com o dedo médio, apenas movi a calcinha para o lado e continuei os toques, agora diretamente, tal qual ela fazia. Ela gemia tentando não deixar escapar os sons. Deitei-a na areia, agora com a mão esquerda puxando para baixo uma das alças do vestidos e revelando seu peito esquerdo, o qual logo beijei, sugando o mamilo para dentro da minha boca e o rodeando com a língua endurecendo-o, mantendo o outro dedo ainda lá embaixo, penetrando a buceta encharcada. Permaneci nisso alguns minutos e olhei para a garrafa. Parei instantaneamente, peguei-a e desci em direção ao meio de suas pernas; levemente assustada, perguntava-me o que eu faria; “Relaxa”, respondi. Puxei sua calcinha até o meio das coxas, levantei um pouco seu vestido e deixei que o líquido da garrafa caísse numa linha contínua. Quando entrou em contato com a pele e escorreu, misturando-se a sua lubrificação, enfiei o rosto sem pensar, inclusive ralando o queixo na areia, e comecei a chupá-la. Não pode abafar os gemidos mais ou disfarçar a respiração ofegante, apenas apertava-me contra si; meus lábios e língua descobriam um clitóris extremamente sensível que a enlouquecia; sem sair dali jogava mais champagne, molhando-me toda a cara e dando sequencia aos movimentos circulares, penetrando-a ora com a língua, ora com o dedo, mas sem parar o que fazia. Não tardou a pressionar minha cabeça com as coxas e relaxá-las na sequencia: senti na boca que havia gozado. E que sabor, Deus.

Sussurrou: “Pega a camisinha”. E fui obrigado a dizer que não tinha, porque era a verdade. Claro que imaginei um corte abrupto no clima, mas ela pediu que eu sentasse sobre ela. Deixou que caísse a outra alça do vestido e revelou completamente os peitos, tão grandes quanto eu pensara. Mandou que eu tirasse o pau para fora, o que fiz de imediato, mas um pouco receoso, sabia-se lá o motivo. Agarrou-me pelo pau, colocou-o entre os peitos e o apertou com eles, iniciando uma deliciosa punheta que nem a canhota mais dormente faria. Para ajudar, eu fazia o movimento como se estivesse fodendo aqueles peitões, e quando pensei que seria apenas isso, eis que encontro seus lábios como ponto de chegada numa boa chupada. No tesão que eu estava não aguentaria muito mais e a avisei. Ela, então, usou a mão para me masturbar e me puxou para ainda mais perto, quase sentado sobre seus ombros, inclinando a cabeça para encaixar de vez meu pau em sua boca, deixando que eu gozasse livremente tudo o que estava acumulado ao longo daqueles dias. Uma engolida seca mostraria que não sobrara nada em sua língua.

Deitamo-nos lado a lado, permanecendo lá até o amanhecer. Quando acordei, ela já não estava mais, porém, adicionou-me no whatsapp e me desejou um excelente ano. Eu tive certeza de duas coisas então: que o ano se iniciara muito bem e que Vinícius de Moraes sempre estivera certo sobre dedos e língua.

pietro

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