1) Assédio

Sim, assédio sim. Não venham com essa de “cantada”, “dar mole”, “elogio”. Se a moça não te deu abertura é assédio sim. E pela milésima vez, não importa a roupa que a pessoa esteja vestindo, isso não é motivo pra você mexer com mulher nenhuma na rua, amigo. Isso também vale para forçação de barra, insistência exagerada, puxar pelo cabelo ou pelo braço em uma festa. Apenas, parem.

2) Julgamento

Somos julgadas pelas roupas que vestimos, pela opção sexual que temos, pela escolha de ter ou não ter filhos, pela modo como nos comportamos, pela quantidade que bebemos, pela escolha de dar no primeiro encontro, por lutar pelo direito de interromper uma gravidez e por reclamar de sermos julgadas.

3) Medo

Não sei se vocês sabem, mas nós andamos por aí com medo. Dá medo passar perto de uma obra, dá medo andar de ônibus, metrô e até táxi sozinha, principalmente a noite. Dá medo de sentar na janela quando tem um homem na fila do corredor, dá medo de entrar num elevador quando só tem homens dentro. Não é que nós façamos tempestade em copo d’água ou que achemos que todos os homens são abusivos ou estupradores, mas dá medo sim. Enquanto o medo dos homens durante um assalto é ser rendido com uma arma, o nosso medo é de que tentem nos estuprar.

4) Comentários ofensivos

Quando vocês fazem comentários do tipo “mas isso não é coisa pra mulher”, “você é mulher não devia fazer ~isso~ ou ~aquilo~”, “tinha que ser mulher mesmo”, pra gente não é piada. É ofensa. São comentários que tentam nos diminuir e nos machucam muito, embora vocês muitas vezes não percebam ou não falem com essa intenção.

5) Abuso

Não pensem que abuso é simplesmente o ato de forçar uma mulher a algo que ela não quer fazer. Além disso, também é comportamento abusivo vazar nudes, fotografar ou filmar, principalmente em momentos íntimos, sem a permissão da parceira, roçar suas partes íntimas em mulheres em transporte coletivo, todos esses tipos de coisas.

Esse texto visa expor comportamentos que socialmente e aparentemente podem ser considerados “comuns”, mas que para nós, mulheres, não são. Por isso não falamos aqui abertamente sobre estupro, violência doméstica e esse tipo de coisas. Isso não significa que esses temas não sejam importantes e devam ser debatidos, mas não era o foco do texto. Ok?

Então, por favor tente se colocar no lugar do outro e se ver nesse tipo de situação. Sei que não é um exercício fácil, mas é válido. Se mesmo assim você não conseguir ou “não achar nada demais”, na dúvida, não faça nada disso ou coisas similares com uma mulher.

Nepomuceno

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