[Você pode ler este texto ao som de Your Body is a Wonderland]

Desculpa se te baguncei. É que meu jeito sempre foi assim, meio direto e indelicado demais pra pensar em modos antes de falar o que penso. Com você eu sempre pude ser eu mesma, sempre tirei meu filtro de pessoa educada.

Te ver de novo, depois de tanto tempo, me fez vomitar verdades de nós que por anos se entalaram na garganta. Encarar de novo alguém que há mais de uma década faz parte da minha história me trouxe um misto bom de nostalgia com maturidade. De experiência com lembrança. De memórias antigas e ânsia pelo novo.

Meu olhar foi sincero. A lágrima que escorreu entre uma palavra e outra, também. Logo eu, que sempre tive garra, força e essa fama meio boba de comer corações quebrados de café da manhã. Mas você, menino…Ah, você é minha kriptonita faz muito tempo.

Por você todas as regras idiotas que criei quanto ao amor caem por terra, e nem a maldita da reciprocidade importa: no final, só importa que você saiba o tamanho de todo sentimento que tenho há anos aqui guardado especialmente no baú do seu nome.

É mais que carinho, é mais que pele. Tem cheiro, tem hálito, tem gosto. Um amor quase palpável, que contém minhas fantasias mais íntimas, meus sonhos mais românticos e idiotas.

Tem meu sorriso, seu olhar. Meu pé descalço e você brigando sempre para que eu coloque um chinelo. Tem eu só de calcinha e sua camiseta do Pearl Jam, fazendo seu café da manhã pra levar na cama. Tem você deixando a comida de lado e me puxando de volta pra cama, dizendo que me ama e que quer transar agora.

Tem sua mão entre meus cabelos, sua boca no meu pescoço. Tem aquele raio de sol que quer fazer parte de nós dois, iluminando seus olhos verdes e me fazendo sorrir largo enquanto te pergunto se estou mesmo acordada ou se tudo isso é parte do sonho que venho sonhado por anos a fio.

Tem você me chamando de boba e deslizando levemente os dedos bem no meio das minhas costas, naquele arrepio provocador que me faz contorcer por inteira. Tem você me virando na cama, segurando minhas mãos enquanto beija minha boca. Tem minha mão escapando da sua e furtivamente encontrando sua coxa e seu sexo, fazendo sua respiração e vontade aumentarem gradativamente até um tom quase audível.

Tem você colocando minha música favorita no celular enquanto tira minha roupa e aquele momento intenso de paixão e entrega quando ambos paramos por um segundo e nos encaramos com aquela mistura boa de carinho e tesão que pouca gente sente ao longo da vida. Engraçado como cabe tanta coisa num olhar, não é mesmo?

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Logo tem meu gemido abafado enquanto você me penetra devagar, o som de um desejo contido há tanto que finalmente se liberta: um prazer-quase-dor. Tem minha cabeça a mil, entendendo que não importa o quanto eu já tivesse imaginado aquilo, a vida real se mostrava ainda melhor. Tem nosso tempo perdido insistindo em acelerar o ritmo e nosso improvável futuro próximo implorando para que nos demoremos ao máximo.

Tem sua boca percorrendo cada centímetro do meu corpo, tem meu cheiro grudado no seu suor. Tem meu suor grudado na sua pele, minha boca quase colada na sua. Tem meu primeiro e segundo gozo te olhando nos olhos, te apertando entre minhas pernas.

Em seguida tem você se concentrando para não perder a linha, insistindo em aguentar mais um pouco daquele sexo que parece ter sido feito sob molde. Tem nosso encaixe trocando de posição, sua mão nunca deixando meu corpo e meu terceiro gozo, agora mais intenso, mais alto, menos tímido.

E meu instinto (agora liberto) te vira, te olha nos olhos e te faz uma ameaça sorrindo, de te fazer sofrer da melhor maneira possível nos próximos minutos. Tem seu sorriso de canto de boca adorando a ideia e meu corpo cavalgando no seu. Tem minha técnica básica de pompoarismo te apertando forte e você me beliscando de prazer enquanto se concentra apenas em não gozar.

Tem você mordendo os lábios de prazer e meu olhar de quem está adorando controlar a transa. Tem meu pedido sussurrado pra que você goze dessa vez junto comigo e sua resposta em forma de olhar, que de tão intenso me faz gozar instantaneamente.

Nosso gozo é sincronizado, com direito a beijo, abraço e espasmos nervosos por todo corpo enquanto te sussurro “bom dia” ao pé do ouvido.

Tem sua mão acariciando meu rosto e meu silêncio que quase grita por entre meu coração ainda batendo rápido e forte, seguido de um comentário qualquer sobre você ser obrigado a tomar o café gelado que ainda te esperava na cabeceira da cama e você rindo alto, confessando que o tomaria feliz.

Tem a gente falando do tempo, planejando o dia e um eu te amo sincero e despretensioso antes do banho, quase implorando por um não-adeus.

Fica mais um pouco…talvez eu precise de você “só” por uma vida toda.

Amanda

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