Você tem bordado a tua vida na minha


[Você pode ler este texto ao som de A Linha e o Linho]

Você tem me encantado. Já tinha esquecido como essa sensação de “primeira vez” é deliciosa. A primeira vez que os teus olhos repousaram nos meus… Juro que não sou tão descabelada como tava naquele dia. Mas foi assustador como quando eu estava correndo e o teu olhar me freou. Não sei como você conseguiu reparar em mim. Eu estava horrível. Confesso ter achado doce quando você comentou que eu ficava linda toda vermelha. Já não sei se era o calor da corrida ou a timidez. Você me confundiu. E eu adorei.

Você vem acertando nos pequenos detalhes. Veio trazendo cores. Não que aqui estivesse preto e branco, mas as tuas cores vívidas juntas às minhas fizeram uma aquarela memorável. Acho que você me ganhou de verdade naquela noite que a gente se encontrou por acaso. Você não sabe, mas foi um acaso meio forçado. Eu sabia que você estaria ali. E foi bom ver a tua cara de surpresa e como você, mesmo tendo ido com outras pessoas, escolheu passar a noite ao meu lado com conversas loucas. E eu me diverti com você.

Foi ali que eu notei que você tinha escolhido andar comigo. Não falo em me colocar em sua sombra, mas caminhar ao meu lado. Você não me mostrou o mundo, mas me convidou a descobri-lo com você.

Borda em mim. #entretodasascoisas #claricealbuquerque

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E quando você me deixou em casa naquela mesma noite, eu descobri teu beijo. Descobri que ele se encaixava certinho com o meu e como é bom quando as tuas mãos se perdem nas curvas do meu corpo.

Eu tinha esquecido a felicidade das descobertas. Não lembrava mais com é bom você estar caminhando e alguém te oferecer os dedos pra entrelaçar e te puxar pra mais perto. A felicidade das descobertas tem me atraído cada vez pra mais perto. Como naquela música do Gilberto você tem bordado a tua vida na minha, ponto a ponto, como se eu fosse o pano e você a linha.

Minha cabeça se tornou um barulho constante. Acho que foi você que fez isso. Tinha esquecido como é atormentadora a paixão e como isso faz com que a gente veja a beleza das coisas. Outro dia eu estava caminhando pro trabalho e vi um ipê amarelo. Ele era enorme, lindo e amarelo. Como eu nunca tinha percebido aquilo ali? É que não tinha você. Nem a tal da aquarela. Nem a dança, nem a sua condução.

E moço, continua assim que eu tô amando o ritmo das nossas passadas.

CLARICE

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