[+18] Os olhos dele na janela


Fazia um calor absurdo. Daqueles dias em que quanto menos roupa, melhor. Desde criança, Camila era adepta da arte de andar nua pela casa, sem muito se preocupar com cortinas: desde que fora morar sozinha, a vida era corrida demais para perder tempo em escolher pedaços de pano para pendurar na parede, e ela tinha suas diversões e prioridades antes disso.

Como de costume, chegou do trabalho e jogou a mochila num canto, prendeu os longos e castanhos cabelos num coque bagunçado com a caneta e caminhou em direção ao banheiro, despindo-se no caminho. Na tentativa desesperada de afastar o calor, tomou uma ducha gelada e mal se preocupou com toalhas ao terminar: gostava da sensação das gotas escorrendo frias no meio das costas.

E enquanto ia para a cozinha buscar seu rotineiro copo de chá gelado, sentiu-se arrepiar ao notar de esgueiro que a janela do apartamento da frente não somente estava aberta, como também continha alguém olhando diretamente em sua direção. Foi tudo muito rápido, mas ela não pôde deixar de notá-lo em detalhes: moreno alto, de cabelos bagunçados, e tatuagem no braço esquerdo. Barba por fazer, cerveja na mão e um olhar que misturava susto e vergonha com safadeza e vontade.

“MEU DEUS! ESTOU PELADA!” – Lembrou-se e corou instantaneamente. Sentiu o rosto ferver de vergonha e desejou se jogar no chão para esconder até o dia (ou mês) seguinte, quem sabe. Mas por outro lado, sentiu o corpo gostar de ser visto: aquele homem que não sabia o nome, e jamais imaginaria ver em sua frente agora conhecia suas partes mais íntimas e não se acanhava em dar sinais de quem estava adorando o voyerismo acidental.

Ele ergueu a cerveja num gesto de um brinde à distância, o que a fez sentir ao mesmo tempo mais vergonha e mais tesão. Respondeu com um sorriso sem graça e virou-se para decidir se morreria de rir ou chorar para contar o ocorrido no telefone com sua melhor amiga em outro cômodo. Ainda em transe, vestiu a primeira roupa que encontrou pela frente e deitou na cama, em seu turbilhão de pensamentos, curiosidade e vontades.

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Mas foi interrompida pela campainha. Ao atender, surpreendeu-se novamente com ele:

“Acho que acabei de te conhecer pela janela, mas não tenho certeza se era você porque os trajes eram, definitivamente, outros” – ele disse rindo. “Prazer, sou Marcelo!”

“Camila. Ah, mil desculpas pelo ocorrido..É que…” – mas ele a interrompeu:

“Desculpas? Eu é que deveria agradecer por ter sido tão privilegiado com a visão que tive. Mudei-me ontem para cá e não podia ter recebido melhor presente de boas-vindas. Estava me remoendo até agora para inventar qualquer desculpa e tocar sua campainha, mas aí decidi que não precisava de desculpa nenhuma depois do que vi. Se você precisar de alguma, eu digo que vim pedir açúcar.”

Dez minutos e algumas risadas depois, estavam completamente agarrados. Alternando entre beijos molhados e intensos, vários enfeites da estante da sala se quebraram. Entraram numa vibe de sexo selvagem tão gostosa que logo vieram alguns leves puxões de cabelo e arranhões.

Ela o apertava forte, enquanto pedia baixinho em sua orelha que fosse bem fundo. Mas ele recusava as súplicas: queria chupá-la antes de qualquer coisa. Queria sentir o gosto dela, quente e quase doce.

Parou somente quando ela o empurrou para longe, fazendo com que ele caísse sentado no sofá e ela se encaixasse perfeitamente em seu colo. Vê-la assim, nua de frente com seios tão deliciosos levemente roçando seu peito fez com que ele tivesse que segurar por umas duas vezes até que ela pedisse que ele a acompanhasse nesse segundo orgasmo.

Puxou-o para perto de seu corpo e deixou que o suor escorresse entre eles, enquanto gemeu alto e sem pudor algum ao senti-lo gozar.  Terminou dizendo que se amanhã faltassem ovos, ele seria bem-vindo em pedi-los no apartamento dela novamente.

Amanda

 

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