Friday 31st October 2014,
Entre Todas as Coisas

Por que eu não posso deixar você ir embora

Daniel Bovolento 19 de março de 2012 Crônicas e contos
Por que eu não posso deixar você ir embora
Leia em tela cheia!

[Você pode ler este texto ao som de Metronomy - Not Made For Love]

Você nunca gostou dessa coisa de escritor que eu tinha, confessa. Sempre disse que isso me deixava com um ar arrogante e fantasioso demais. E sempre me disse que as minhas leituras beiravam a aleatoriedade na forma com que as conduzia e refletia sobre elas. Acontece que ontem eu descobri a nossa história por meio de uma dessas leituras que eu vejo por aí. Era algo da Tati Bernardi e falava sobre como as nossas exatidões eram tão perfeitas um para o outro, mas não eram feitas para serem somadas. Fiquei calado por uns cinco ou dez minutos depois que li aquilo. Não é por mal. É só que. Assim. Eu sou meio atraído por você de uma forma que nem eu sei explicar.

Sem vergonha nenhuma na cara. É o que todo mundo me diz e eu mesmo repito várias vezes. Meu Deus! Como é que pode uma pessoa pensar em insistir em algo que já deu errado uma, duas e muitas vezes da pior forma possível? Isso já deve ter deixado de ser amor há muito tempo e se tornou obsessão. Eu já escrevi para você em forma de carta, já descrevi nossos diálogos, já te romantizei e já te pintei como a belíssima sacana que você é. A gente já brigou de ficar anos-luz sem se ver. E nos odiamos com tanta força que os outros podiam sentir a repulsa ecoando nas nossas vozes quando falávamos do outro. Cacete! O problema é que toda mulher que chega perto de mim é desinteressante quando comparada a você. A gente tem essa intimidade gostosa, essa coisa de rir quando tá bem, de mostrar pro outro que superou e que não precisa mais. E, na verdade, a gente até superou. Mas eu sou mesquinho o suficiente para olhar por trás do ombro só para saber sobre você. Furada.

Eu não sei o que eu vejo em você. E isso a Tati Bernardi fala sobre ela. Mas eu vou além disso. Eu não sei o que eu vejo, mas ao mesmo tempo eu tenho sérios palpites das coisas que me prendem a você. Ao contrário do que ela acha, nós não somos exatamente o que o outro queria. Você não faz meu tipo e eu não sou nem um pouco interessante. Mas a gente se pega no sentido atraído, flagrado, coisa de pele que vai além da epiderme. A nossa falta é que nos completa de alguma forma. Só que se você somar falta com falta resulta em nada. Exatamente! Nós éramos nada juntos e sozinhos nós éramos apenas falta. Ser prolixo sempre foi uma das minhas melhores qualidades, eu sei. Portanto, ignore as partes desse texto que você não conseguir entender. Eu consigo entender o porquê de lembrar você nas horas mais impróprias e ainda assim ter coragem (ou cara de pau) de te enviar uma mensagem de celular com palavras desconexas e sílabas engolidas pela minha pressa. Você é o meu lugar comum na literatura e eu sou o seu clichê repetitivo. Simples assim.

De verdade, eu não posso te deixar ir embora assim, do nada. Assim, pela quinta ou sexta vez. Já até perdi as contas de quantas vezes entramos num consenso ao atirar pratos de vidro no outro e de quantas vezes a gente se viu retomando esse mesmo erro. O nosso erro, como um xodó pra gente. Eu não posso deixar você ir embora porque eu vivo de recortes da gente. Todas as fotografias foram recortadas e guardei os sorrisos. Por mais recentes que sejam os tapas, os arranhões, os xingamentos e aquele olhar de “você foi a pior coisa que aconteceu na minha vida”, eu guardo os sorrisos. Acho que é isso que me mantém aqui. Essa minha pequena obsessão de achar que não vai haver tragédia romântica assim com mais ninguém. Eu não dispenso um bom drama quando a sua personagem é instigante.

Eu não posso deixar você ir embora. Não é por amor. Longe de mim. É porque eu sinto mais falta sem você do que com você aqui. Ruim com você, mas pior sem. Sem sentido. Sem aviso. Sem nada que justifique essa manha de sempre ligar e jogar pesado para te fazer voltar aqui – e concluir no minuto seguinte que a gente não dá certo junto, pela milésima vez.  Eu não posso deixar você ir embora porque eu quero insistir nisso só mais uma vez para ver se, com sorte, a gente consegue levar o lado bom por mais tempo que o ruim. Eu não posso deixar você ir embora. Por mil motivos e por mais nenhum. Pela minha lógica maluca e destrambelhada de quem não tem argumento nenhum e escreveu um texto assim sem saber como ia colocar ponto final. Eu não posso deixar você ir embora. E é por isso que eu termino esse texto com reticências…

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  1. donnaneves@ymail.com 19 de março de 2012 at 11:19 pm

    Perfeito! Como sempre. Leitora nova, mas primeira vez que comento :)
    Seu eu-lirico é o príncipe encantado de toda menina/mulher.

  2. Isa 19 de março de 2012 at 11:23 pm

    Adoro seus textos e os da Tati Bernardi também! Eles não cansam, cada palavra instiga a ler a próxima. E quando acaba, dá vontade de começar outro. Parabéns!

  3. Leticia 19 de março de 2012 at 11:24 pm

    de um jeito torto e ate engraçado, esse texto me fez perceber que eu preciso deixar alguem ir. ela ja foi cinco, seis, sete vezes, mas agora não posso mais deixar voltar a como eramos antes. absorvo uma mensagem diferente da proposta no titulo e obrigada por isto :)

    • Daniel Bovolento 2 de junho de 2012 at 2:54 pm

      eu que agradeço, Leticia. me fez dar utilidade a um texto meu =)

      • Ana Lima 30 de janeiro de 2014 at 1:31 pm

        Daniel…os seus textos sempre têm utilidade, se não sempre pra vc mesmo, para nós, qualquer uma de nós, sempre.
        E quando estamos de 4 por vc não é por queremos te roubar da lulu…é porque todas nós queremos ter alguém capaz de colocar em palavras o que sente por nós, com tanta naturalidade, perfeição e coragem como vc tem. tantas vidas vivermos, tantos amores amarmos, temos que ter a coragem de começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias porque o importante será sempre o amor. Obrigada pelos seus textos!

  4. Letícia 19 de março de 2012 at 11:27 pm

    e o amor virou obsessão

  5. Bel 19 de março de 2012 at 11:29 pm

    Gostei do texto, a música ficou ótima no fundo. =) Já tive amores assim… Por mais que sabia que estava desgastado, que a gente não tinha tanto a ver, eu simplesmente não podia deixar a pessoa ir embora. Não sei exatamente porque, mas acho que é como você mesmo disse ”ruim com você, mas pior sem.” Seguir em frente é difícil, deixar o passado totalmente pra trás pior ainda. Sempre sobra algum resquício. Mas nessa de ficar vivendo o passado, a gente não tem chance de viver as novas oportunidades né? Enfim, parabéns pelo texto!

  6. Beatriz 19 de março de 2012 at 11:37 pm

    MARAVILHOSO!!!!!!!

  7. Maryhana Ost 19 de março de 2012 at 11:37 pm

    Foi o meu favorito até agora (:

  8. Camila Priotto Mendes 19 de março de 2012 at 11:46 pm

    Daniel adoro seus textos. Pretendo ser escritora e leio o seu blog porque ele me instiga a imaginar, a criar meus personagens e minhas histórias. Seu blog me deixa em um estado de espírito totalmente criativo, pensativo e inspirador.

  9. Angelina Mota 19 de março de 2012 at 11:56 pm

    por textos assim que volto aqui sempre que tem atualizacao!

  10. TatahFavero 20 de março de 2012 at 12:07 am

    Daniiiiiiiiiii ! perfeito… me emocionei! você demais. Beijos!

  11. Mary Ruth 20 de março de 2012 at 12:15 am

    Perfeito!!!

  12. Maysa 20 de março de 2012 at 12:21 am

    Nossa!! simplesmente perfeito, sem comentários!!

  13. Bel 20 de março de 2012 at 1:23 am

    Daniel SEULINDOESEUFODA! haha :)

  14. Bel 20 de março de 2012 at 1:25 am

    Cara…gostei do comentário da minha xará! Parabéns outra Bel :)

  15. Cássia 20 de março de 2012 at 1:31 am

    Nossa, muito perfeito, gostei demais. Virei sua fã Dan, rs.

  16. Jéssica Nayara 20 de março de 2012 at 12:05 pm

    Ai q texto show de bola…Descreve a minha fase,vá entender….

  17. Muita Moda (@muita_moda) 20 de março de 2012 at 12:05 pm

    Boa sorte pra vocês!
    Veja a entrevista que fizemos com a blogueira de moda internacional La Carmina.
    Abç,
    http://www.muitamoda.com

  18. Nicole Della Courtte. 20 de março de 2012 at 1:25 pm

    Eu juro jurinho que me vi nesse texto… Toda essa situação de “ruim com você e pior sem” já virou a minha rotina. Lindo demais, Daniel. Bravíssimo!

  19. bertagna 20 de março de 2012 at 2:03 pm

    Reblogged this on Beto Bertagna a 24 quadrose comentado:
    )

  20. Pagu 20 de março de 2012 at 6:14 pm

    Uau, Dani. Vc se superou!

    Acho que todo mundo tem alguem que não consegue deixar ir embora, talvez por confusão, talvez por vaidade, orgulho, obsessão… (amor? não, creio que o amor é mais sublime, mais leve, mais abnegado)

    O problema da obsessão amorosa é que ela é sempre precedida por uma história que já não deu certo. Seja culpa dele, seja culpa dela, seja culpa de ambos, por terem nascidos tão maravilhosamente divergentes que se atraíram para completar a falta que se fazem. Seja pq simplesmente não vai dar certo, ambos sabem disso mas não sabem o que fazer com aquilo que nasceu.
    Talvez a cura venha do desapego, de encarar a realidade daquilo que não foi e nem será simplesmente pq não é. É cada um seguir seus caminhos opostos, ladeados pelos que se encaixam em suas vidas, olhando para o outro lado para encontrar os olhos cúmplices da metade da história que nunca chegou a ser escrita.
    O sentimento não é tudo numa relação feliz. Ele sozinho é incapaz de construir qq coisa que seja. Pelo contrário: se atravessado, de veia e alvos errantes, ele destruirá. Destruirá suas noites de sono, sua sanidade, sua possibilidade de se completar com outro alguém. Pq a outra metade de uma história que nunca foi sempre será metade: metade culpada, metade vítima, metade completa…pq é metade você.

    Beijos

  21. krisfontes 20 de março de 2012 at 6:48 pm

    Olha sem palavras para esse texto, ele descreve a realidade de almas apaixonadas, muito bonito!

    Parabéns!!

    Beijos

  22. Núbia 20 de março de 2012 at 9:42 pm

    Afff.. é perfeito!

  23. Carolina Goulart Nepomuceno 20 de março de 2012 at 10:29 pm

    tnc!

  24. Kéren Carvalho 21 de março de 2012 at 12:03 am

    Adorei seu texto! Histórias assim fazem parte da minha vida amorosa também!! hahahaha

    http://experienciadeluxo.wordpress.com/

  25. luluprincesa 21 de março de 2012 at 12:21 am

    Confesso: detesto o seu eu escritor que de tão prepotente fala de nós dois como se fosse o dono da verdade. Nossa exatidão, nem você, nem eu e muito menos essa Tati Bernardi encontraria uma soma. De uma forma meio torta somos reflexos que riem como se houvesse eco, irritam-se como joão bobo [indo e voltando] ao apanhar, cantam no ventilador em dias de muito calor, pisam destrambelhados nas poças d’água em dias de chuva, erram as miras ao jogar os pratos e não choram. O sinal de igual falaria muito mais de nós dois do que pensamos e, é por isso, que não há acréscimos, nem diminuições na nossa história.
    Você já me mandou muitas cartas e mensagens faltando letras em madrugadas sem datas marcadas e, não vou mentir, todas me pareceram muito clichês. Clichê também é esse seu blog e os suspiros arrancados das inúmeras garotas que por conta das suas fantasias mais sacanas ainda chegam a ficar de quatro por você. Nada disso me importa muito e, ao mesmo tempo, me irrita. Poucas mensagens te respondi e as suas cartas estão guardadas em qualquer caixa em meu guarda-roupa junto com outras que ganhava de amores platônicos dos nerds da escola até os meus… sei lá, quinze anos. Da mesma maneira, é detestável saber que nem sempre o eu-lírico dos seus textos corresponde ao ser real que me leva pra cama durante ataques de amnésias de ambos do término no dia anterior.
    Mas, a maior verdade de todas é que continuaremos como gatos com mais de sete vidas matando e ressuscitando esse relacionamento até o dia em que encontrarmos uma justificativa cabível pra você me deixar partir e da minha pessoa fazer um maior esforço em arrumar as malas. Nossa vaidade infla quando dizemos que não precisamos um do outro só que eu também não deixo de olhar por cima do meu ombro quando vejo alguma garota se atirar em seus braços e me toco que ela não sou eu. Sinto sua falta subitamente como criança que só lembra do brinquedo quando vê outra criança querendo brincar com ele. Nessas horas, nossos atos voltam a ser impensados, inconsequentes e insanos e esquecemos por alguns minutos que você não é lá muito charmoso e que eu não faço o seu tipo.
    Confesso mais: prefiro o nosso nada à falta que podemos ser afastados. Como já diria Gessinger, “na verdade nada é uma palavra esperando tradução”. Sim, meu querido, faço charme ignorando os seus textos com minha cara mais sem vergonha de desdém… mas, entendo todos. Entendo até do seu silêncio e das vírgulas que esquece de pôr. E, por causa dessas coisas, entre outras, que hoje resolvi te responder e contar entre as reticências que adoro o fato de você não me deixar ir embora enquanto não encontramos a tradução da palavra “nada”.
    Ps: espero que tenha retirado das fotos mais de um dos meus sorrisos…

    ** Daniel, dessa vez foi irresistível não entrar na história e dar uma resposta! Desculpa a ousadia… veja como uma brincadeira e parabéns pelos seus textos… sempre tão hipnotizantes e canalhas. beijão

    • Rodrigo 3 de setembro de 2012 at 2:49 pm

      Lindo!

  26. Verônica 21 de março de 2012 at 2:25 am

    Maravilhoso! Palavras perfeitamente encaixáveis…adorei!!!

  27. Nath 21 de março de 2012 at 12:17 pm

    Cacete! Desculpa o palavrão , mas ficou muito bom! Gostei quase igual Ao amor da minha vida, que eh de longe o meu preferido!

  28. Deh 21 de março de 2012 at 2:11 pm

    Minha vida!! Demais!!

  29. elaineoliveirarte 21 de março de 2012 at 3:03 pm

    Ah… o amor! Parece que adora brincar com a gente… Mas ele deixa bem claro: não adianta! se não tem sintonia, se o relacionamento parece, ainda que de brincadeira, uma guerrinha, uma disputa, melhor não insistir.
    Mas uma coisa é sempre válida: A maioria das pessoas, quando está feliz demais para se preocupar com outras coisas, não consegue escrever coisas belas assim.
    O amor até inspira, mas a falta dele com certeza inspira muito mais.
    Eu já desfrutei das duas coisas para escrever, mas atualmente estou feliz escrevendo sobre as coisas boas, por enquanto!
    Confira lá: http://www.comoserumbommarido.wordpress.com
    Beijos!

  30. Nathália Huzian 21 de março de 2012 at 4:51 pm

    Desculpa, juro que não quero ser chata ou inconveniente, mas considerando que você gosta de escrever e escreve muito bem, acho que devia avisar. Você escreveu “A gente já brigou de ficar anos-luz sem se ver.”, mas ano-luz é uma medida de distância e não de tempo, seria como dizer “A gente já brigou de ficar metros sem se ver.” e acredito que não era essa a intenção. Mas seu texto é ótimo. =)

  31. Vânia 22 de março de 2012 at 12:07 am

    Maravilhoso texto. Um dos melhores que eu (uma recente leitora) já li por aqui.
    Já vivi isso de um amor-vai-e-volta, é uma loucura, rs.
    E no final, acho que isso realmente deve ser amor, pq amor é isso de nunca largar, nunca esquecer. Amor não é aquilo que passou uma semana q já enfiaram em qualquer gaveta e já te esqueci.
    Com base no que eu já vi e vivi te diria pra realmente “pegar firme” com esse romance, não deixar ir mais uma(s) vez(es).
    Enfim, boa sorte.

  32. birdstotheparadise 22 de março de 2012 at 1:45 pm

    Bom, dessa vez não caiu pra mim, mas admiro o texto. Serviu pra uma amiga, que se encontra na mesma situação que teu eu lírico esteve. :T
    Todavia, o texto se desenrola e não sabemos se é bom ou não insistir dessa forma, se deu certo essa tentativa que propôs.
    Sou otimista, quero pensar que dessa vez fluiu, hahaha.

    Que o amor (?) continue te servindo de boas inspirações pra escrita. ;)

  33. Bem Resolvida 23 de março de 2012 at 1:35 pm

    nossa, eu senti a dor desse texto, achei que era realmente um relato sofrido de uma relação, mas era um conto!
    Isso significa que é ótimo!

  34. Raissa 24 de março de 2012 at 7:56 pm

    perfeito perfeitissimo! hahahahah

  35. Catharina Almeida 27 de março de 2012 at 6:58 pm

    Mais uma vez, um texto com muitas palavras que deixa a gente… Sem palavras. Você consegue ao mesmo tempo ser romântico sem parecer exagerado. Parece que conseguimos enxergar não o Daniel Oliveira nas entrelinhas, mas o Daniel Bovolento -aquele, que recorta histórias vividas por ele e por gente que ele conhece, como as da própria cabeça. É realmente a prova de que a vida é sacana o fato de você ainda não ter encontrado sua metade… Está de parabéns!

  36. Alana Cortez 30 de março de 2012 at 11:10 pm

    “Sem nada que justifique essa manha de sempre ligar e jogar pesado para te fazer voltar aqui – e concluir no minuto seguinte que a gente não dá certo junto pela milésima vez.

    cada frase faz sentido, porque todo mundo ja passou ou passa por isso.. :) parabens, lindo texto!

  37. Pris Paiva 3 de abril de 2012 at 6:03 pm

    è uma dos textos mais lindos e mais claros que já li. Descrever perfeitamente alguns sentimentos que tenho sobre um “caso” .. ameii, ele se tornou meu texto favorito

  38. afterwhile 6 de abril de 2012 at 5:43 pm

    na teoria você é quase perfeito.

  39. Ligia 11 de abril de 2012 at 6:39 pm

    Não parece ficção hahah’ perfeito como sempre.

  40. Gabriela Edw 2 de julho de 2012 at 10:43 pm

    Muito bom!! Vc me conhece? rs. Adorei de verdade, me identifiquei. Parabéns!

  41. Shena 11 de julho de 2012 at 2:55 pm

    Ate parece que esse texto foi escrito para mim.. :P
    Muito bom..

    ADOREI.. :D

  42. Débora 12 de julho de 2012 at 12:20 am

    Apaixonante, cara, meus olhos se encheram de lágrimas lendo. To vivendo algo parecido, me descreveu completamente. Sabe, eu não tenho motivos pra lutar, mas preciso lutar, mesmo que eu pareça sozinha nessa batalha, tenho que tentar de novo pra realmente ter certeza que “não vale a pena”, que “não vai dar certo nunca”. É meio confuso, mas quem vive entende.

  43. Cássia 25 de julho de 2012 at 5:00 pm

    Muito bom…Muito bom mesmo! Fiquei sem palavras’

  44. Aline Braga 30 de setembro de 2012 at 11:38 am

    Não é amor… é obssessão !

    Conheço alguns casos assim …

  45. Tami 30 de setembro de 2012 at 3:05 pm

    tão perfeito…
    [...]
    Eu não posso deixar você ir embora. Não é por amor. Longe de mim. É porque eu sinto mais falta sem você do que com você aqui.

  46. Laís 30 de setembro de 2012 at 5:00 pm

    Amei o texto; o último parágrafo ficou sensacional.

  47. Agatha 2 de outubro de 2012 at 10:03 am

    Agora eu não sei se eu levo para o lado bom de que eu realmente amo a pessoa, e quero te-la aqui perto, ou se desisto de vez rs

  48. Mavi 29 de outubro de 2012 at 3:24 pm

    Eu ainda não tenho nem ideia do que vou comentar pelo simples fato de ainda estar chorando com o que escreveu. Maravilhoso! Não sei se é porque se adéqua à mim ou se é porque eu amo seus textos mesmo hahahah Mas as metáforas e a colocação PERFEITA das palavras me fizeram sorrir (chorando) a cada parágrafo. Parabéns, Daniel!

  49. Joceline 29 de janeiro de 2013 at 10:30 am

    De todos os textos esse foi um dos mais lindos!
    Parabéns Daniel!

  50. Mary 12 de março de 2013 at 2:06 am

    É Dani,e o amor virou obsessão …!!

    (Perfeito como sempre)

    E vc sempre me ajudando..!! =D

  51. alagbaishuru 8 de março de 2014 at 4:58 pm

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  52. Bruna Guerra 12 de maio de 2014 at 1:37 pm

    Leio esse texto todos os dias, mostrei para amigos próximos, eles até brincam comigo falando que quem escreveu esse texto foi alguém que viu minha história de camarote, uma história de seis anos que não tem fim até hoje, sempre ligando e jogando baixo pra eu voltar e ambos sem amor próprio nenhum que não permitem que o outro siga a vida e seja feliz com outra pessoa. Não consigo ler esse texto e pensar em desistir mas tbm sei que toda essa loucura me deixou exausta. Obrigada por ter escrito o texto da minha vida e obrigada por me fazer sentir que eu não sou a única maluca que passou por situações delicadas e mesmo assim insiste em viver essa montanha-russa!

  53. renata 13 de maio de 2014 at 4:20 pm

    me descreveu …

  54. Andreza 14 de maio de 2014 at 4:01 pm

    Resumiu minha vida .

  55. jessy 18 de maio de 2014 at 10:45 pm

    Oiii.. Ameiii o texto! Gostaria de saber q texto da tati é esse q vc cita.. Bjos

  56. Letícia 11 de outubro de 2014 at 9:33 am

    Estou em lágrimas! Não me contive, nem durante e nem após a leitura deste texto. Obrigada por me ajudar a decifrar o que eu sinto, mas não consiguia externar. É exatamente este o sentimento que tenho. Me sinto péssima por ficar insistindo em algo que no fundo sei que dará errado no final (sempre dá. E hj deu mais uma vez); mas a esperança (pequena, porém existente) de querer que dê certo é algo que não consigo deixar morrer. Obrigada por não me permitir ser a única a viver situações como essa.. Me identifiquei total!