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As 3 fases da superação de um relacionamento

Daniel Bovolento

Por / 13 DE novembro DE 2011

As 3 fases da superação de um relacionamento

Fase I – Someone like you

É a fase mais dolorosa. É o momento em que as coisas ainda estão muito recentes ou muito confusas. É o momento em que a gente acha que nada nem ninguém em tempo algum conseguirão substituir quem passou. O número dela ainda está nos registros recentes, sejam por ligações movidas a álcool ou por recaídas comuns. Você ainda pensa nela em primeiro lugar quando quer contar algo, ou mandar alguma mensagem tarde da noite, ou quando o silêncio do teu quarto vem e te traz as lembranças das partes boas. Você sente a necessidade de manter cada pequena parte do que se lembra por perto. E se questiona até as coisas mais óbvias.

Você se agarra ao que sobrou. Tenta não dar aquela volta pra trás nem olhar pras coisas que você ainda tem dela. Guardar em caixas, enterrar num lugar onde ainda seja possível resgatar as coisas quando precisar delas. O bar, as garrafas, os copos, as noites vazias se tornam seus melhores amigos. Tratá-la com amizade ainda dói. Tratá-la com indiferença é impossível. Você ouve rumores, se afunda mais um pouco. Essa é a fase da fossa literal. Aos poucos o tempo vai passando, as intensidades vão diminuindo. Você realmente consegue pensar mais em você, em conhecer pessoas novas sem se prender tanto assim. Mas nada se compara ao que foi com ela. Não ainda. Mas é a fase necessária dos clichês.

Fase II – Warwick Avenue

Algum tempo já passou. Seu trabalho anda progredindo, você ganhou aquela promoção. Seus amigos fazem festas e você sempre acaba rindo das fotos em que você saiu com a cara mais engraçada do mundo. Você sai todas as sextas, conhece pessoas novas, gente bacana de verdade. Mas ainda te falta profundidade para entrar num relacionamento. Você não liga mais pra ela, não manda mais mensagens. Os amigos em comum falam dela e isso não te incomoda tanto assim. Você até conheceu o novo namorado dela quando ela atualizou o status do facebook. Não dói tanto, mas alguma coisa ainda está errada. Afinal de contas, você não é um ser humano com evolução espiritual a ponto de entender ainda o porquê de vocês não terem dado certo. Ela diz que é a vida. Você ainda discorda.

As gavetas foram fechadas e as chaves foram entregues ao seu melhor amigo. Você não abre mais, não chora mais, não sente mais se ninguém tocar na ferida. Você até consegue encontrá-la naquele barzinho, meio que por acaso, meio que por provação. Dá um oi tímido enquanto se senta numa mesa no canto e fica assistindo a felicidade dela. O que ele tem que eu não tenho ou por que ele e não eu? São as perguntas que você se faz enquanto se pergunta se ela realmente te amou. Você tem estado confuso, tem dias em que pensa nela, em que pensa no que aconteceu há meses. Tem dias em que não tem tempo nem vontade de lembrar. No final da noite, depois de vê-la dando um beijo nele sem cerimônias, você levanta e paga a conta. Sai do bar com um sorriso no rosto. Ela está bem de verdade. Chegou a hora de você ficar também.

Fase III –My Sweet Song

Acabou. E caiu a ficha inteira pra você agora. Era uma coisa e não é mais. Era a sua doce canção, que não é tão mais doce assim. Você já consegue se apaixonar por aquela menina com o laço laranja na cabeça enquanto acha graça da timidez dela. Você já consegue falar com os amigos sobre o casamento dela sem se incomodar. Você já consegue fazer até brincadeiras sobre como vocês dois eram. Mesmo que em alguns momentos você ainda pense que poderia ter sido pra sempre. Você pensa, sorri, ri mais um pouco e deixa pra lá.

A melodia agora toca diferente. Você se dá conta de que não foi feita pra você. Talvez, até tivesse sido feita, mas as suas notas não combinavam com ela. Nem a sua maneira de querer viver a canção. Você está livre para procurar por outras canções, talvez mais adequadas ao que você gosta de escutar, talvez totalmente diferente e, por isso mesmo, tão adequadas ao que você necessita. Foi o tempo que passou, foram as novas aventuras da vida que curaram. Está ali, intocado. E agora é vez de aproveitar o sol que tá rolando lá fora, de aproveitar o que a vida tem de novo pra oferecer. É hora, talvez, de quebrar a cara de novo. Mas o mais importante é que agora é hora de se permitir mais uma vez. Melhor que continuar estagnado é continuar. Custe o que custar.

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DANIEL BOVOLENTO

Carioca em São Paulo, redator, marketeiro, consultor de conteúdo e escritor. Falo mais sobre relacionamentos que a maioria.

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