Hoje eu acordei pensando em você. Grande novidade. Mas acordei pensando em algo diferente do mesmo clichê de sempre, entre aquela grande questão sobre te ter ou te perder.

Hoje eu acordei pensando nos teus sinais.

Me deparei com a constatação de que, de você, nada tenho. São só sinais de difícil compreensão ou sinais que eu tenho inventado. Se o certo for a primeira opção, bem, não me faço de rogado. Mostro cada vez mais o quanto eu quero ser alguém pra ti. E me dedico a estudar teus sopros, teus anseios e tuas respostas. Me coloco num jogo de menino ansioso, criança em véspera de natal na tentativa de poder enxergar em cada palavra sua um pedido de companhia.

Porém, Meu Bem… Se a opção certa for a minha construção idealizada de sinais para alimentar esse drama, admito minha encruzilhada. O meu lado pessimista diz que essa é a verdadeira face da história. E eu não me surpreenderia em me enganar mais uma vez com sinais inexistentes.

O curioso é que eu não me importo. Sempre fui auto-suficiente. Romances e ficções de cabeceira me bastaram. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu estou decidido a abrir mão de ser tão meu. E, se for de acordo, faço disso o melhor motivo pra ser tão seu.